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Conexão Mente-Corpo: como nossas emoções impactam nosso sistema imunológico

Desde 2013 o mundo todo celebra o Dia Internacional da Felicidade (20/3). A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) e foi inspirada pelo Reino do Butão, localizado entre a China e a Índia. O país promove o conceito de Índice da Felicidade para medir o bem-estar socioeconômico e o PIB (Produto Interno Bruto). País este que visitei por conta de estudos pessoais e práticas de meditação no ano de 2013. A felicidade, do ponto de vista da psicologia, é um estado de espírito do indivíduo que se constitui por elementos básicos: a orientação para pensamentos positivos, a elevação do ânimo e do otimismo e, além disso, a compreensão consciente de que para que tudo aconteça é necessário o autoconhecimento, autocuidado para trazer ao indivíduo equilíbrio mental e qualidade de vida.

Templo Taksang (Ninho do Tigre) em Paro, Butã

Mas isso não é papo good vibes não, viu? Do ponto de vista da neurociência, a felicidade está diretamente associada com a produção e liberação de hormônios que nos dão a sensação de bem-estar, além de promover o equilíbrio da saúde. A Serotonina, por exemplo, atua no corpo ajudando a regular sono, o humor, o apetite, o ritmo cardíaco e as emoções, ou seja, é um regulador dos excessos; a Endorfina atua como um analgésico natural no organismo e sua liberação controla a resposta do nosso corpo ao estresse, às dores e também às emoções negativas; já a Dopamina promove a sensação de prazer, melhora o humor, ou seja, também regula nossas emoções; e, por sua vez, a Ocitocina desempenha um papel importante no comportamento social humano, é conhecida por promover a união, a confiança e a empatia entre as pessoas, e é frequentemente associada ao amor e ao vínculo emocional. A ocitocina pode ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse, promovendo a sensação de relaxamento e bem-estar, além de desempenhar um papel na regulação do apetite, do metabolismo e ajudar a reduzir a inflamação no corpo. E é esse combo que reduz estados de ansiedade, pessimismo e depressão.

Professor Daniel Anthony

Se você ainda estiver se perguntando o que isso quer dizer, é basicamente como as emoções podem influenciar nas respostas imunes do corpo a partir do estado mental e a consequente liberação de hormônios. Daniel Anthony, estudioso especialista em neurologia e professor da disciplina de neuropatologia experimental da Universidade de Oxford deu uma entrevista à BBC sobre a relação entre as respostas imunes do corpo e o cérebro humano. Segundo o professor, é comprovado a relação do cérebro e os estados emocionais psicológicos com a baixa resposta imune do sistema imunológico. Pelo fato de que o nosso cérebro é o principal regulador do nosso corpo, se torna claro que sob o sistema imunológico também há uma influência. Os estudos, por sua vez, buscam descobrir qual é o tamanho dessa influência.

Esse sentido foi o que motivou Hedva Haykin, estudante de doutorado no Technion – Instituto de Tecnologia de Israel em Haifa -, a tomar um rumo diferente de todos os outros estudos científicos sobre tratamentos para doenças cardíacas. Haykin resolveu procurar respostas onde poucos haviam se aventurado: no cérebro. Sua pesquisa quer saber se estimular uma região do cérebro envolvida em emoção positiva e motivação pode influenciar a cura do coração. Com base em seus experimentos até agora, a ativação deste centro de recompensa cerebral – chamado de área tegmental ventral (VTA) – parece desencadear mudanças imunológicas que contribuem para a redução do tecido cicatricial.

Technion – Instituto de Tecnologia de Israel em Haifa

O estudo tem suas raízes em décadas de pesquisas que apontam para a contribuição do estado psicológico de uma pessoa para a saúde do coração. Psiconeuroimunologista Asya Rolls e o cardiologista Lior Gepstein, buscam descobrir exatamente como isso acontece. Ela quer fornecer uma explicação para um fenômeno que muitos clínicos e pesquisadores estão cientes: estados mentais podem ter um impacto profundo em como ficamos doentes e como nos recuperamos. Compreender isso poderia ajudar a aumentar o efeito placebo, destruir cânceres, melhorar as respostas à vacinação e até mesmo reavaliar doenças que, por séculos, foram descartadas como psicologicamente orientadas.

Asya Rolls é parte de um grupo crescente de cientistas que estão mapeando o controle do cérebro sobre as respostas imunológicas do corpo. Uma outra experiência realizada na cidade de Salisbury, no Reino Unido, foi capaz de comprovar a relação do sistema imunológico com o estado psicológico dos indivíduos. A experiência consistia em perguntar aos grupos que pegavam resfriados constantemente se estavam sob extremas cargas de estresse ou não. Visto isso, ao final da experiência foi comprovado que pessoas que estão sempre com níveis altos de estresse possuem 20% de chance a mais de pegar um resfriado do que as outras.

Filip Swirski, imunologista na Escola de Medicina Icahn

Pensando nisso, é importante ressaltar que os estressores crônicos levam a um estado de exaustão do organismo colocando em risco o seu equilíbrio. Sendo assim, essa questão está diretamente relacionada às características psicológicas e as estratégias de enfrentamento utilizadas pela pessoa, ou seja, como o indivíduo lida com essas situações. Existem múltiplas linhas de comunicação entre os sistemas nervoso e imunológico, com papéis em uma ampla gama de doenças, desde autoimunidade até câncer. Esse campo “explodiu nos últimos anos”, diz Filip Swirski, imunologista na Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai em Nova York. Algumas partes do sistema, como o nervo vago, inspiraram tratamentos para várias doenças autoimunes que atualmente estão sendo testadas em ensaios clínicos. Embora esses desenvolvimentos sejam encorajadores para os pesquisadores, ainda há muito mistério.

“Muitas vezes temos uma caixa preta entre o cérebro e o efeito que vemos na periferia”

Henrique Veiga-Fernandes, neuroimunologista do Centro Champalimaud para o Desconhecido em Lisboa.

Se quisermos usá-lo no contexto terapêutico, precisamos entender o mecanismo. Rolls está apenas começando a examinar se os caminhos encontrados em camundongos também estão presentes em humanos. Ela lançou uma empresa para tentar desenvolver tratamentos com base em suas descobertas. Os resultados promissores dessas pesquisas sugerem que a mente pode ter um papel ainda mais importante na cura do corpo do que se pensava anteriormente. Entender a relação entre a psicologia e a saúde pode levar a avanços significativos em uma ampla variedade de áreas médicas, oferecendo esperança para pacientes em todo o mundo.

A conexão entre emoções, estresse e o sistema imunológico

A conexão entre nossas emoções e o sistema imunológico é mais próxima do que imaginamos. O estresse, por exemplo, pode ter efeitos negativos na saúde, enfraquecendo nosso sistema imunológico e aumentando a suscetibilidade a doenças. No entanto, emoções positivas e práticas saudáveis de gerenciamento de estresse podem melhorar nossa saúde física e mental, fortalecendo o sistema imunológico e aumentando nossa capacidade de combater doenças.

A relação global entre os acontecimentos vividos pela pessoa e os problemas de saúde em função de fatores psicológicos envolvidos, apontam para uma mudança imunológica pela atuação do Sistema Nervoso Central (SNC), pela resposta hormonal e por uma mudança comportamental. De forma esquemática, acontece assim: as vivências da vida (que varia com as características e estados psicológicos do sujeito) ativam o seu Sistema Nervoso Central junto com a sua resposta hormonal e realizam uma mudança comportamental. Esse movimento influencia o sistema imunológico, provocando mudanças e gerando uma maior susceptibilidade à doença.

Tanto o estresse como a ansiedade são processos químicos naturais do organismo. São necessários para preparar o organismo na resposta para situações adversas. Por isso a questão não está ligada diretamente na ausência deles (estresse e ansiedade), mas como eles estão se desenvolvendo no corpo, ou como estamos respondendo a eles.

Segundo um artigo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse está relacionado a mudanças nos números de linfócitos presentes na corrente sanguínea. Tratam-se de células que fazem parte do sistema imunológico e que são responsáveis pela destruição de micro-organismos invasores, como bactérias e vírus. Por esse motivo, é muito importante manter hábitos que favoreçam o fortalecimento do sistema imunológico. A Psiconeuroimunologia afirma que nossa postura frente a essas situações estressoras, pode ajudar com que nosso organismo tenha respostas positivas, mantendo assim a nossa imunidade.

A pergunta que fica é: Como podemos fazer isso?

A importância da Atenção Plena e das práticas de meditação

Apresentação que fiz sobre Meditação no Trabalho em evento de Inovação – 2019

Práticas de meditação e atenção plena (mindfulness) têm o potencial de diminuir o estresse e aprimorar nosso bem-estar físico e mental. A prática constante da meditação tem sido relacionada a diversos benefícios à saúde, tais como diminuição da pressão arterial, melhoria do sono e fortalecimento do sistema imunológico, diminuição do estresse e ansiedade, dentre diversos outro. Ao exercitar meditação ou técnicas de atenção plena (mindfulness), incentivamos um ambiente interno propício ao adequado funcionamento de nosso sistema imunológico. Essa temática, em particular, é uma das minhas áreas de expertise. Há mais de duas décadas, pratico e investigo métodos de meditação, atenção plena, hipnose, visualização criativa e outras abordagens de treinamento mental. Foi por meio desses estudos que visitei nações como o Butão e muitas outras, em busca de perspectivas distintas sobre esse tipo de prática e seus efeitos na vida humana.

Para aqueles que acreditam que “isso não é para mim” ou “não sou capaz disso”, a realidade é que nossa mente requer tanto silêncio quanto nosso corpo necessita de movimento. Nos tempos recentes, paramos o corpo em frente ao computador e aceleramos a mente com os excessos do mundo contemporâneo. Por isso, não é surpreendente que enfrentemos tantos problemas de saúde mental atualmente, e isso é bastante grave. É por essa razão que um dos trabalhos mais significativos que realizamos na Mind Station é realmente levar essas práticas ao ambiente empresarial, de modo que possam ser incorporadas à realidade das organizações. Contudo, não imagine que vamos efetivamente silenciar a mente, cessar de pensar ou controlar os pensamentos, pois isso é impossível. O estado relaxado que buscamos, onde de fato temos alta performance, deriva do ato de conseguir perceber os pensamentos e largá-los sem julgamentos. Tal ação, bastante árdua no começo, nos torna menos vulneráveis aos nossos pensamentos e nos permite não gerar respostas fisiológicas devido às imagens formadas em nossa mente (pensamentos).

Exercícios físicos e sua relação com o sistema imunológico

A prática regular de exercícios físicos também tem um impacto significativo na saúde do nosso sistema imunológico. Estudos mostram que a atividade física moderada pode aumentar a produção de células do sistema imunológico e melhorar sua eficácia na luta contra infecções e doenças. Além disso, o exercício também ajuda a reduzir o estresse e melhorar o humor, o que pode ter efeitos positivos na saúde do nosso sistema imunológico.

Em uma abordagem simplificada, todo exercício provoca uma carga controlada de estresse no corpo humano, como uma espécie de inflamação que, por sua vez, demanda uma resposta do metabolismo, do sistema nervoso e do sistema imunológico para lidar com esse evento. É como se o esforço físico treinasse também as nossas células, neurotransmissores e hormônios para fornecerem a energia necessária para realizar tais atividades, ao mesmo tempo que eles melhoram sua capacidade de responder a estímulos externos.

Alimentação saudável e equilibrada para fortalecer o sistema imunológico

Uma alimentação saudável e equilibrada é fundamental para manter nosso sistema imunológico forte e funcionando corretamente. Alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes, como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras, podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico e proteger nosso corpo contra infecções e doenças. Além disso, manter uma alimentação saudável e equilibrada também pode ajudar a controlar o peso e melhorar nossa saúde em geral.

O Ministério da Saúde indica que uma alimentação saudável também pressupõe variedade. Comer sempre as mesmas frutas, ou a mesma refeição no almoço todos os dias não é suficiente. Isso porque cada alimento contém nutrientes específicos, como carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais. Variar é fundamental para garantir um aporte adequado de todos eles. Quanto mais variada e colorida for a alimentação, maiores as chances de o sistema imunológico estar forte e bem preparado. Alguns nutrientes, como vitamina C, vitamina D, zinco, selênio, ferro e proteína, são críticos para a boa imunidade. Por outro lado, os alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras, açúcares e sódio, podem favorecer o desenvolvimento de doenças, além de contribuir para aumentar o risco de deficiências nutricionais. Por isso, não são bons parceiros da boa imunidade.

O impacto do sono na saúde do sistema imunológico

O sono desempenha um papel crucial na manutenção da saúde do nosso sistema imunológico. Durante o sono, nosso corpo realiza uma série de funções essenciais, incluindo a produção de células do sistema imunológico e a liberação de substâncias que ajudam a combater infecções e doenças.

A privação de sono, por outro lado, pode enfraquecer nosso sistema imunológico e aumentar nossa suscetibilidade a doenças. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), publicada em 2020, aponta que dormir menos de 6 horas pode prejudicar a proteção do corpo contra infecções bacterianas, indicando uma associação entre privação de sono e diminuição significativa de células NK, componentes importantes do sistema imunológico. Outro fator que explica a relação entre sono e imunidade é o estresse provocado pela dificuldade em dormir bem. Essa reação ocasiona uma liberação excessiva do hormônio cortisol e, assim, reduz as defesas do organismo. E é capaz de ativar o sistema nervoso simpático que diminui as respostas antivirais e aumenta substâncias pró-inflamatórias.

Portanto, é importante garantir que estejamos dormindo o suficiente todas as noites para manter nosso sistema imunológico saudável e forte. E se você tem problemas para dormir e quer mudar isso, saiba que existem formas de re-treinar a mente para dormir com mais tranquilidade. Ao longo dos últimos 5 anos à frente da Mind Station, já reabilitamos inúmeras pessoas para conseguirem voltar a dormir sem a necessidade do uso de medicamentos. Se você quer saber um pouco mais sobre como fazer isso, aqui estão 2 vídeos em que falo do assunto e que podem te ajudar.

A importância das conexões sociais para o sistema imunológico

Nossas conexões sociais também desempenham um papel importante na saúde do nosso sistema imunológico. Estudos mostram que pessoas com laços sociais fortes tendem a ter um sistema imunológico mais robusto e uma melhor saúde em geral. Isso ocorre porque o apoio social pode ajudar a reduzir o estresse, melhorar o humor e aumentar a resiliência em momentos difíceis.

Uma pesquisa das universidades de Kent, Nottingham Trent e Coventry, no Reino Unido, mostrou que cultivar laços com pessoas próximas, como parentes ou amigos que são como da família, é como dar um verdadeiro presente para seu cérebro. Para chegar à conclusão, eles contaram com auto-relatos de 13 mil pessoas de 122 países diferentes (Brasil incluído). O estudo descobriu que ter fortes laços com círculos sociais próximos e grupos mais amplos está associado a uma melhor saúde mental e bem-estar. Quanto maior o número de grupos com os quais as pessoas tinham vínculos fortes, maior o envolvimento em comportamentos de saúde e melhor o bem-estar psicológico relatado, com menos sintomas de ansiedade e depressão. Portanto, é fundamental investir em nossos relacionamentos e estabelecer laços de amizade e amor, que podem nos ajudar a enfrentar as adversidades da vida com maior serenidade e equilíbrio emocional.

O poder da gratidão e do pensamento positivo

Cultivar uma atitude de gratidão e pensamento positivo também pode ter um impacto profundo em nosso bem-estar e na saúde do sistema imunológico. A prática regular da gratidão tem sido associada a uma série de benefícios, incluindo menor estresse, maior satisfação com a vida e melhor saúde em geral. O pensamento positivo, por sua vez, pode nos ajudar a enfrentar desafios e superar adversidades com mais eficácia, aumentando assim nossa capacidade de lidar com o estresse e fortalecer nosso sistema imunológico. Não estou falando de esoterismo, estou falando de estudos científicos. E a ciência, cada vez mais, diz: o pensamento positivo, também chamado de otimismo, tem muito mais poder do que imaginamos.

Richard Davidson

O professor de psicologia e psiquiatria americano Richard Davidson, fundador do Centro de Investigação de Mentes Saudáveis da Universidade do Wisconsin, criou o termo “estilo emocional” para tratar das respostas consistentes que nosso cérebro dá às experiências que temos na vida. O especialista consegue medir, com métodos laboratoriais, essa resposta, que influencia nossa probabilidade de sentir determinadas emoções e humores e são, segundo ele, como “átomos da nossa vida emocional, os blocos de construção fundamentais”. Nosso estilo emocional, de acordo com ele, influencia a forma como nos sentimos a nosso respeito, como nos comportamos, quanto somos suscetíveis ao estresse, como funciona nossa cognição e quanto somos vulneráveis a distúrbios psiquiátricos. E, portanto, afeta o equilíbrio de nosso organismo.

“Ele tem consequências fisiológicas que, por sua vez, têm importantes efeitos sobre a função dos nossos sistemas respiratório, imunológico, cardiovascular, gastrointestinal e endócrino. Eu chegaria ao ponto de afirmar que, de todas as formas de comportamento humano e estados psicológicos, a influência mais poderosa em nossa saúde física é a nossa vida emocional”

Richard Davidson para o site Longevity Live.

Por outro lado, diz o especialista, o isolamento social que advém do pessimismo e de uma visão negativa da vida tende a aumentar nossos níveis de cortisol e outros hormônios relacionados ao estresse, subir a pressão arterial e baixar o sistema imunológico.

O contato com a natureza como um aliado à saúde do sistema imunológico

Passar tempo ao ar livre e em contato com a natureza pode ter um efeito benéfico em nosso sistema imunológico. Estudos mostram que estar em ambientes naturais pode ajudar a reduzir os níveis de estresse, melhorar o humor e fortalecer o sistema imunológico.

O autor Richard Louv mencionou “Desordem de déficit de natureza” em seu famoso livro “Last Child In The Woods”. De acordo com Louv, o transtorno de déficit natural não é a presença de uma anomalia no cérebro; é a perda de conexão dos humanos com seu ambiente natural. Evidências apoiadas por pesquisas comprovam este pensamento, como o “banho de floresta”, ou Shinrin-yoku, como é chamado no Japão: uma forma famosa de passar o tempo na natureza. Uma pesquisa conduzida pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar japonês, identificou que 54,2% das pessoas avaliaram seu nível de estresse como muito alto e sua saúde baixa, incentivando o governo japonês a investir na investigação científica da prática japonesa do shinrin-yoku. A pesquisa mostrou que as pessoas que tomam banhos na floresta têm funções ótimas do sistema nervoso, condições cardíacas bem equilibradas e distúrbios intestinais reduzidos. Portanto, é importante reservar um tempo para desfrutar das belezas da natureza e respirar ar fresco, seja fazendo caminhadas, praticando atividades ao ar livre ou simplesmente relaxando em um parque.

O pensamento saudável

A nossa saúde emocional, física e social está intimamente ligada à saúde do nosso sistema imunológico. Ao cultivar emoções positivas, praticar o gerenciamento saudável do estresse, manter uma alimentação equilibrada e exercitar-se regularmente, podemos fortalecer nosso sistema imunológico e melhorar nossa saúde em geral. Além disso, é importante nutrir nossos relacionamentos e conexões sociais, praticar a gratidão e o pensamento positivo, e aproveitar os benefícios do contato com a natureza. Ao adotar essas práticas, podemos criar um ambiente interno e externo propício ao nosso bem-estar e à nossa capacidade de combater doenças e infecções.

Este é o pensamento que vai guiar nossas atitudes para um futuro com mais saúde mental e equilíbrio para todos. Que tal começar hoje? Vamos falar sobre isso?

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